Cooperativa traz benefícios para moradores do Subúrbio
“Se a sua visão for para um ano, plante trigo. Se a sua visão for para dez anos, plante árvores. Se a sua visão for para a vida inteira, plante pessoas”. Esta é a mensagem da COOPERSSF (Cooperativa de Reciclagem e Serviços do Subúrbio Ferroviário), onde as idéias não permanecem apenas em palavras, mas se transformam em ações. Fundada em sete de março de 2005 no Bairro de Plataforma, a cooperativa surgiu com intuito de gerar trabalho e renda para pessoas da comunidade, levando conscientização, educação e buscando soluções para os problemas sócio-econômicos e ambientais do Subúrbio Ferroviário. Local de alto índice de emprego e subemprego, onde não havia nenhuma atividade relacionada ao monitoramento dos resíduos sólidos até a iniciativa do atual presidente da cooperativa, Luis Alberto.
Líder comunitário há mais de 10 anos, Alberto sempre buscou alternativas de geração de renda através de atividades relacionadas ao meio ambiente. “Em fevereiro de 2005 contactamos a LIMPURB sobre a idéia da criação de uma cooperativa de reciclagem na região do subúrbio, fizemos uma projeto onde mostramos a viabilidade do local em termos de demanda não atendida do material reciclável e o impacto social positivo que a cooperativa acarretaria”, explica o presidente Luis Alberto. Logo depois o projeto foi aprovado, fizeram uma mobilização com a comunidade informando sobre os benefícios que a iniciativa poderia trazer e ganharam o espaço que hoje faz parte da Reserva do Parque São Bartolomeu, área que estava abandonada e servia como esconderijo de bandidos, consumo de drogas e prostituição.
O projeto teve ínicio com a conscientização dos moradores, ensino sobre reciclagem e mobilização de todos na separação do lixo. A ação facilitou o trabalho dos membros da cooperativa, que passaram a recolher o material reciclável com carrinhos. A recolha do material teve uma pausa atualmente, devido a falta de um caminhão para coletarem o lixo. A LIMPURB cede um caminhão duas vezes por semana, mas os integrados só têm dois dias para fazer toda atividade da semana, o que inviabiliza a coleta porta a porta e em algumas empresas e instituições parceiras: “Logo quanto voltarem a recolher, eu volto a separar. O projeto é maravilhoso, porque além de tirar muito lixo da rua, dá trabalho pra muita gente. A falta de emprego hoje tá calamitosa, então o lixo que possa virar luxo, é valor”, afirma a moradora do bairro, Maria Tavares, 79.
Por enquanto, os membros da cooperativa estão trabalhando apenas com o material deixado pelo caminhão da LIMPURB e doações de empresas, que já doam o material separado do lixo: “Quando o material chega vai para o galpão, depois para triagem, separa em papel, papelão, PET, plásticos, vidro, alumínio e ferro. O material é prensado, pesado e então vendido”, diz a diretora financeira Luiza Neves. A venda é feita para as empresas que oferecem os melhores preços do mercado de acordo com os diretores, como a BAHIAPET e a Companhia Industrial de Vidros (CIV). A divisão das sobras é feita por rateio, onde são contabilizados os dias trabalhados e dividido o lucro. Além das empresas que doam os materiais, a cooperativa conta com o apoio da TORRE Empreendimentos, Igreja Batista Nazareth, Secretária de Serviços Públicos (SESP), Prefeitura Municipal de Salvador, Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE), Instituto de Economia Solidária (IES), Rádio Comunitária Santa Rita de Cássia, Banco do Brasil e a LIMPURB, que doa uniformes, botas, luvas, balança, prensa, dentre outros materiais necessários.
Os trabalhadores estão felizes de conquistar esta oportunidade, mas não completamente realizados: “Pelo menos tem um dinheirinho, o básico para se manter. Tá pra vim à luva, roupa e o sapato aí, esta luva eu trouxe de casa”, diz o funcionário José Oliveira, 43. O trabalho é cansativo, os materiais recicláveis são muitos, mas na hora de vender, o peso por quilo é tão pouco quanto o valor: “Tá vendo aquele caminhão ali? Não vai dá nem 80 reais se enchermos até a boca”, diz o artesão Cosme Conceição da Cruz.
A atuação da COOPERSSF não se resume apenas na reciclagem, mas também na educação ambiental, que se dá através da realização de palestras em escolas, associações, e também com caminhadas ecológicas no Parque São Bartolomeu. Visando a luta pela preservação ao meio ambiente, a Cooperativa trabalha em conjunto com a ONG Acervivo, possibilitando o fornecimento de cursos de artesanato e escultura em madeira, que faz parte do projeto Recriar.
Projeto Recriar
Arte, lazer, educação e auto-estima. A proposta do projeto incluído na COOPERSSF oferece cursos gratuitos para moradores da comunidade, como boxe, karatê, futebol e capoeira. Não só isso, como artesanato, transformando o lixo em beleza e utilidade: “Eu nunca acreditei em fazer este trabalho, fiz porque deu vontade. Me dediquei. Fui criando móveis, mesa, faço tudo. Minha vontade mesmo é ensinar as pessoas, tirar da rua. A COOPERSSF é um trabalho pra ajudar as pessoas carentes da comunidade. Nosso trabalho é este: ensinar as pessoas”, diz o artesão Cosme Conceição da Cruz.
A COOPERSSF por enquanto não esta vendendo o material produzido, devido a falta de divulgação, porém acredita que logo que conseguirem estarão dividindo o lucro com as pessoas do projeto.
estou a procura de cooperativa onde possa me juntar a outras pessoas e desenvolver melhor meu trabalho pois acredito que o crescimento e mutuo faço diversos artezanatos inclusive miniaturas de bonecas muito obrigado big beijo
Estou querendo fazer um trabalho da faculdade a respeito do Parque São Bartolomeu para criar uma visibilidade melhor e tentar ajudar na questão da revitalização. Estou precisando de materiais para pesquisa como: fotos antigas (retratando como era o Parque), livros a respeito do mesmo e pessoas compromissadas com interesse em dar entrevista para complemento do trabalho.
Se vcs poderem me ajudar com algum material deixarei meu telefone e e-mail:
Nome: Suane
Tel: (71) 8899-4154
E-mail: suanemichelle@hotmail.com
oiiiiiiiii
Conforme nossa conversa por telefone.
Huh? Me desculpe, no entendi.